Remadoras Rosas: A canoagem como alternativa de reabilitação
15/11/2020 01:54 em Saúde & Bem-estar

15.11.2020

Da redação

Colaboração: Verena Pita

 

Remadoras Rosas

A canoagem como alternativa de reabilitação

 

Anualmente o mês outubro é marcado por diversas ações de conscientização ao combate ao câncer de mama, tendo como destaque a prática do esporte com o Dragon Boat (Barco Dragão), através do qual busca-se divulgar, agregar e estimular a participação de mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama.

Algumas mulheres com câncer de mama e que estão em busca de recuperação, encontraram na canoagem uma maneira de se motivar e criar laços com outras sobreviventes enquanto fortalecem seus corpos.

 

Créditos: Divulgação

 

Seguindo as descobertas promovidas por pesquisadores, surgiram, em diversos países, equipes de canoagem na modalidade Dragon Boat (Barco Dragão), onde, no Brasil, destacam-se dois projetos que utilizam a prática como alternativa de inclusão e reabilitação através da atividade esportiva: o UMAUMA e o Lisa Flor são exemplos dessa onda mundial que impulsiona aproximadamente 2.000 atletas. 

Segundo Alessandra Rodrigues, idealizadora e treinadora da UMAUMA, a canoagem afeta a saúde mental das canoístas “despertando nelas a vontade de viver”. Além disso, Alessandra relembra outros benefícios das remadas coletivas: fortalecimento da cadeia peitoral, aumento da amplitude articular, diminuição e prevenção do linfedema.

 

Alessandra Rodrigues e equipe Umauma | Créditos: Divulgação

 

Daniele Dantas, fundadora da Lisa Flor, explica como as atividades têm beneficiado as participantes: “Depois da mastectomia as pacientes não possuem fluxo ou circulação no braço acometido, as remadas ritmadas e contínuas em Barco Dragão ajudam a obter o fluxo e a circulação, por isso elas diminuem e previnem o linfedema.”

 

UMAUMA E LISA FLOR

Alessandra Rodrigues, campeã brasileira e sul americana de canoagem, é a idealizadora do UMAUMA Dragon Boat Brasil, onde, em um festival de 2016 se emocionou com a cerimônia das flores em homenagem às vítimas do câncer de mama e teve a iniciativa de criar a equipe e fomentar a inclusão das mulheres que passaram pelo processo do tratamento de câncer de mama.

As dezoito remadoras do projeto UMAUMA treinam, participam de campeonatos e alertam sobre a importância do diagnóstico precoce. Em outubro, mês da conscientização do câncer de mama, foi realizada uma live sobre equipes latinas de Barco Dragão, com o intuito de divulgar e motivar mulheres a praticar atividade física e conscientizar a prevenção do tratamento precoce.

  

As equipes brasileiras de Barco Dragão  foram iniciadas com Adriana Bartoli, junto a Cleusa Alonso. Cleusa é supervisora da canoagem Rosa na CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) e atua com Alessandra Rodrigues, supervisora geral de Dragon Boat na CBCa. Juntas, elas trabalham na captação e formação de novas equipes de canoagem. Hoje já são 12 equipes ativas e mais 4 em formação.

 

Adriana foi uma das 24 selecionadas para o experimento Abreast In A Boat, do canadense Donald Mackenzie. Antes disso, exercícios não eram recomendados para pessoas mastectomizadas. 

 

Treino equipe Umauma na raia da USP | Créditos: Divulgação

  

“O que é o Dragon Boat? Um barco, que cabe vinte e duas mulheres, dez de um lado, dez do outro, uma no leme e a outra no tambor.” (Daniele Dantas)

 

Daniele criou a primeira equipe de Barco Dragão do nordeste, Lisa Flor. As atletas do grupo participaram de quatro festivais de canoagem: ROAMA (2018 e 2019), Kaora (2018) e o Encontro Latino-americano de Barco Dragão. Lisa Flor ainda produziu o Outubro Rosa no Mar (2019), promovendo verificação de pressão arterial e glicemia, dança, meditação e mais atividades.

De acordo com Daniele Dantas, essas participantes ficam felizes, saudáveis e encantadas com as novas possibilidades “Melhora a disposição, postura (...) o trabalho em grupo ajuda, né, elas estão juntas”.

 

Daniele Dantas idealizadora da Equipe Lisa Flor e participantes da equipe | Créditos: Divulgação

 

Daniele Dantas idealizadora da Equipe Lisa Flor | Créditos: Divulgação

 

Esporte e reabilitação

Segundo a fisioterapeuta esportiva Luana Rios, repouso em excesso pode resultar em perda funcional, atrofia muscular, além de reduzir a amplitude dos movimentos do paciente.

Luana afirma que exercícios com frequência durante e pós tratamento influencia no fortalecimento do sistema imunológico, eleva a concentração de hemácias no sangue e melhora a capacidade física.

 

 

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