15.08.2018

 

Por Humberto Guimarães

 

 

 

EQUIPAMENTOS PARA O SURF

 

 

BOARDS: Vamos falar de Volume?

 

 

Nas minhas conversas sobre pranchas com meus clientes, uma das palavras que mais falamos é VOLUME, seguido de "LITRAGEM".

 

Por mais que a gente entenda o conceito de volume e saiba qual volume gostamos de usar, existem inúmeras pegadinhas que poderão comprometer a flutuabilidade, velocidade e outros aspectos do surf, ainda que estejamos com o volume, teoricamente, certo.

 

Primeira pegadinha:  VOLUME NÃO É IGUAL A FLUTUAÇÃO.  

 

É possível termos duas pranchas com volumes idênticos e flutuação bastante diferentes. O caso mais clássico é quando comparamos a flutuação entre uma prancha de PU e uma de EPS (Epoxy). O bloco de EPS (tipo de isopor) flutua muito mais que o bloco de PU (Poliuretano), isso significa que se você surfa com blocos de EPS e pretende fazer uma prancha de PU, é recomendado que você aumente o volume da prancha, pelo menos 10%. Mas se você surfa de PU vai fazer uma prancha de EPS, recomenda-se que você diminua o volume, em pelo menos 10%.

 

Isso significa que se eu comparar duas pranchas com o mesmo bloco e volumes idênticos, elas terão a mesma flutuação? NÃAAOOOOOOO.

 

 

 

 

Mesmo pranchas com mesmo bloco e volumes idênticos, podem ter flutuação diferentes. A flutuação de uma prancha NOVA de PU com 28L é diferente de uma mesma prancha, depois de alguns anos de uso.

 

Com o EPS a chance de você encontrar diferença de flutuação é ainda maior, pois há uma variedade enorme de blocos em circulação no mercado: T4 (baixa densidade), T5, T6, T7 e T8 (alta densidade), termos estes que servem para definir a densidade do bloco. Quanto menos denso, maior será a flutuação e quanto mais denso, menor será a flutuação.

 

Duas pranchas de EPS com 28L terão flutuação e performance bastante diferentes quando feitos, por exemplo, com um bloco T4 e um T8. O bloco mais leve compromete o drive (direcionamento) da prancha e as inversões de direção. Essa é uma das razões que muita gente ainda se frustra quando compra uma prancha, define o volume com exatidão, mas a prancha não responde na hora do surf.

 

 

Prancha Sharp Eye Surfboards, modelo THE DISCO, construção em EPS sem longarina

 

 

Prancha Sharp Eye Surfboards, modelo ht2, construção em PU (bloco de poliuretano)

 

 

* Humberto Guimarães é soteropolitano, administrador de empresas, free-surfer e proprietário da Boards on Fire.

 

A partir de experiências, observações e estudos sobre performance de equipamentos para o surf, Humberto vem compartilhar com os leitores da Sport Web Brasil sobre o assunto.

 

 

“A Boards on Fire é mais do que uma Board Shop. É um pico fora d'água, para as pessoas respirarem surf, quando não estivem surfando.” 

 

Instagram: @boards_on_fire

 

Preencha o formulário para participar de futuras promoções.

Enviado com sucesso

PUBLICIDADE