Coluna Autos e Motos - Roberto Nunes

 

O jornalista Roberto Nunes tem 20 anos na cobertura jornalística da indústria automotiva, o qual reúne a opinião sobre produtos e experiências em seus textos no site AUTOS&MOTOS.COM, além de apresentar o programa Autos e Motos TV nas plataformas digitais do Grupo Aratu /SBT Bahia.

Na última década, ele participou de centenas de lançamentos de carros e produziu matérias de serviços e dos principais eventos automotivos e salões internacionais, como Detroit, Tóquio, Pequim, Paris, Frankfurt e São Paulo.

Agora, em parceria com a Sport Web Brasil, estaremos trazendo muitas novidades e conteúdos exclusivos aqui no site e em outras plataformas digitais.

 

 

Coluna Autos & Motos | Por Roberto Nunes 

29.02.2020

Por Roberto Nunes

 

Chico Horne, o cara do drift na Bahia

 

 

Quem já viu manobras de drift ao vivo? Poucos, né? Mas muita gente deve conhecer de filmes como Velozes e Furiosos. Mas a Bahia tem sim gente especializada no drift, o estilo de condução de carros que utiliza técnicas precisas de derrapagem nas curvas.

O piloto baiano Francisco Horne usa um Nissan 350Z, esportivo japonês que é um dos veículos mais cultuados e apropriados para o esporte, e vem fazendo a alegria de muitos marmanjos apaixonados por carro e que vibram com as manobras de derrapagens nas curvas.

No mês passado, Horne participou de um evento de drift e manobras radicais no estacionamento do Estádio do Pituaçu. Para garantir a “brincadeira” de fritar pneus nas curvas, Chico Horne, como é conhecido no meio do automobilismo baiano, gasta pelo menos oito jogos de pneus durante as apresentações. “É assim e não tem jeito, já que até para treinar tenho que gastar muito, muito pneu”, conta o piloto, que no comecinho da sua carreira foi atrás e viajou várias vezes para fazer cursos especializados de pilotagem da Porsche nos Estados Unidos e nos autódromos de São Paulo.

 

 

 

Horne começou cedo no mundo dos carros e acompanhava seu pai (Bernardino) em tudo. Chico hoje divide suas atividades de advogado e de empresário com a de piloto de drift. Mas para Horne a paixão pelo carro fala – muitas vezes – mais forte. “É muita adrenalina, paixão e treinamento. Para chegar ao nível dos melhores, é necessário treinar. Treinar drfit é, literalmente, queimar, fritar pneus. Mas tudo isso com técnicas nas manobras”, explica.

Na Bahia, pontua Chico Horne, o drift é realizado sem apoio comercial e sem apoio da Federação de Automobilismo da Bahia. “Tem treinos e provas que pago do meu bolso os jogos de pneus para fazer o que gosto, o drift”, explica ele, dizendo ainda que sua paixão pelo automobilismo geralmente fala bem mais alto e é hoje mais importante.

Autos e Motos pegou carona no Nissan 350Z de Chico Horne e deu até friozinho na barriga nas curvas mais fortes do circuito montado no estacionamento do Estádio de Pituaçu, durante o dia do evento do  II Treino de Manobras e Drift. 

 

 

Leia a entrevista com Francisco Horne, o cara do drift na Bahia. 

Autos e Motos – Como começou sua paixão pelo carro?

Chico Horne – Paixão por carro começou com meu pai (Bernardino), que me levava para dirigir com ele desde pequeno. Aprendi cedo a dirigir.

Autos e Motos – Qual foi a situação que você percebeu que queria ser piloto, queria dirigir automóvel de uma maneira mais profissional?

Chico Horne – Quando fui fazer um curso da Porsche nos Estados Unidos. Além de ter sido muito legal, andei muito rápido e bem na pista.

Autos e Motos – Tem gente que faz manobras, zerinhos, estilo meio louco com cavalo-de-pau nos carros? E a história do drift em sua vida? Ai tem que ter preparação do carro como do piloto com cursos de técnica de pilotagem?

Chico Horne – Tem muita gente que faz manobra e isso não é drift. Manobra não se tem muito controle sobre o resultado do que se faz. Drift já é precisão. Você tem o controle absoluto do que o carro faz, como faz e para onde vai. O carro tem que ter alguns itens melhor preparados para aguentar o tranco. Os básicos são: Embreagem cerâmica (ou alguma racing), diferencial blocante ou já blocando, válvula thermostática boa, bomba de óleo melhor para aguentar altos giros do motor, radiador de oleo e toda a parte de arrefecimento bem feita e superdimensionada. Cursos são sempre muito bons! Fiz alguns Brasil (Manizini, Helio Fausto (drift) e da Porsche).
Lá fora fiz os básicos, médios e avançados da Porsche.

 

 

Quais são os veículos ideais para o drift?

Chico Horne – Primeiro o carro tem que ter tração traseira. Hoje os carros que mais se usam são Chevette e Omega (nacionais), Nissan 350Z/370Z, Ford Mustang, Chevrolet Camaro e Corvette) no Brasil. Pelo mundo afora todos os japoneses que não achamos aqui, Silvia, Skyline.

Autos e Motos – Como um jovem pode se especializar na técnica do drift automotivo?

Chico Horne – Atualmente é bom fazer algum dos cursos de drift que temos no Brasil. O do Helio Fausto e Diego Higa são os mais famosos. Depois disso ter um carro tração traseira e treinar bastante e participar de campeonatos.

Autos e Motos – Quais são seus sonhos (tipo, o carro dos sonhos e provas para realizar)?

Chico Horne – Tenho um sonho de ter um Silvia, qualquer modelo, um Datsun perua ou um Corvette.

Prova que tenho planos é a do SDB ou o campeonato brasileiro de drift.

Autos e Motos – Como está o desenvolvimento do drift na Bahia?

Chico Horne – Parado quase andando. Pouco apoio, especialmente da Federação de Automobilismo da Bahia que não tem nenhuma prova realizada por eles nem tampouco ajuda nas que tentamos fazer no estado.

É caro o esporte a motor. Veículo preparado e cursos, isso tudo tem preço? Mas há um grande prazer de realizar um sonho também?

Autos e Motos – Realmente é tudo caro. Mas também pode ser feito de forma menos custosa. O preço de andar de lado e conseguir fazer o drift e controlar o carro com tração traseira paga em muito o custo de carro, preparação e tempo.

Fotos e vídeos: Alan Fontes do @daquidesalvador (blog e instagram)

 

 

 

18.02.2020

Por Roberto Nunes

 

Mitsubishi Motors Sports chega dia 9 de maio em Salvador

 

Amantes do mundo 4×4 e das provas do Mitsubishi Motors Sports já podem ir reservando o dia 9 de maio. É a data da prova na capital baiana no calendário 2020 da competição mais badalada dos carros 4×4 no Brasil. A temporada 2020 começa com a prova de Curitiba no dia 21 de março e será encerrada no dia 7 de novembro em Mogi Guaçu, interior paulista. São 9 etapas do Mitsubishi Motors Sport, sendo a terceira em Salvador. As inscrições começam dia 27 de abril.

Foto: Divulgação

 

Confira o calendário do Mitsubishi Motors Sports 2020

21.03 – Curitiba

04.04 – Mogi Guaçu

09.05 – Salvador

06.06 – Ribeirão Preto

25.07 – João Pessoa ou Maceió

12.09 – Goiânia

03.10 – Campos do Jordão

24.10 – Fortaleza

07.11 – Mogi Guaçu 

 

 

 

 

10.02.2020

Por: Roberto Nunes

 

Pilotos ganham pela primeira vez Campeonato Baiano de Rally de  Velocidade 

 

Amantes da adrenalina e das trilhas offroad ganham em 2020 o primeiro Campeonato Baiano de Rally de Velocidade. A edição do Baiano de Rally de Velocidade será realizada pela Rally Bahia, a mesma empresa que administra atualmente o Arena Offroad, grande evento 4×4 promovido em parelelo a Fenagro, no Parque de Exposições de Salvador.


O piloto Roberto Cunha, hexacampeão brasileiro de Rally Baja 4×4 e um dos administradores do Rally Bahia, estarà à frente com o piloto Antônio Carlos Brandão do Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade, com seis provas definidas, das quais três provas já agendadas no estado da Bahia. “Iremos organizar por meio do Rally Bahia as provas nacionais e estamos aproveitando toda a infraestrutura do Brasileiro para oferecer aos pilotos baianos o campeonato no nosso estado. Esta é a primeira vez que teremos o Baiano de Rally de Velocidade” comemora Cunha.

 

O navegador Rafael Montes e o piloto Roberto Cunha, dupla campeã da edição 2020 do Brasileiro de Rally Baja 4×4.

 

O Campeonato Baiano de Rally de Velocidade começa com a prova de Paulo Afonso no dia 16 de maio. Em seguida, os pilotos se deslocam para o sertão baiano para a prova de Valente no dia 27 de junho e, no fim do ano, encerra com a prova final em Salvador, no dia 5 de dezembro.


Os participantes já podem colocar as datas na sua programação de eventos 4×4 e devem se inscrever no site do Rally Bahia. As duas competições terão o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo.

 

 

31.01.2020

Coluna Autos & Motos | Por Roberto Nunes 

 

Dupla baiana vai encarar também expedição Transamazônica

 

 

No mundo off Road na Bahia quem perguntar por Deoclécio Graciano, saiba que a maioria dos trilheiros deve afirmar que não conhece e que o sujeito ai não é da lama, das trilhas e dos veículos 4×4. Mas basta perguntar por Cowboy, ai sim quem é do ramo tem excelentes referências.

Neste período pré-expedição Transamazônica, um bando de nordestinos está ansioso com seus carros preparados e prontos para enfrentar as adversidades da maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica. A turma do 4×4 da Bahia, Sergipe e Alagoas deve se ajudar nas trilhas da Transamazônica. Curioso que sou, fui buscar informações sobre Cowboy com o piloto baiano Roberto Cunha, referência no mundo 4×4 do Brasil com seus seis títulos do Brasileiro de Rally Baja 4×4.oas 

  • – E ai lá vai eu, Cunha tem o contato de Cowboy e Pouca Telha? Soube que eles vão fazer a expedição Transamazônica.
  • – Roberto Cunha prontamente mandou o contato e reforçou: “Conheço demais. Duas figuras nota 1000”, carimbou assim Cunha.

 

Com experiência das suas cinco expedições na Transamazônica e duras provas como as do Rally dos Sertões, Copa Troller, Triton Savana e Ser de Triton, Deoclecio Graciano, ou melhor Cowboy, é tão empolgado que mais parece que ele é um estreante nas bandas das trilhas da floresta. Cowboy conta que o lugar é paradisíaco e altamente estimulante para quem faz off Road. “Estou contando os dias”, adianta ele, explicando que, muitas vezes, o cenário pode até parecer que se repete, mas “cada viagem é um novo desafio”.

Cowboy acrescenta ainda que todo aventureiro, trilheiro, precisa saber se “divertir”, transpondo os atoleiros com muita técnica. Normal é atolar um carro. Mas é preciso preparar o carro e também o espirito de aventura. “Não teremos acesso a infraestrutura de cidades grandes. Estaremos a mais de 4 mil km de distância de casa”, lembra ele, que preparou sua Triton L200 modelo 2018 para enfrentar as trilhas e todos os riscos durante a expedição Transamazônica.

 

 

Entrevista com o triheiro Cowboy:

1. Você é um trilheiro experiente já no mundo 4×4. O que espera de mais uma aventura?

Essa será a minha quinta expedição à transamazônica e a ansiedade é a mesma como da primeira vez. Apesar do cenário se repetir, cada viagem é um novo desafio.

2. O que é a trilha Transamazônica para quem gosta de veículo 4×4?

É um sonho para a grande maioria dos trilheiros. Aventura, desafio, atoleiros de tirar o folego e paisagens fantásticas.

 3. Qual é o carro que você preparou para as trilhas na maior floresta tropical da Terra?

Preparei uma L200 Triton 2018

 

 4. Atolar faz parte do 4×4. O que não vale é quebrar, né? Sem dúvida! Na Amazônia você precisa saber se “divertir”, transpondo os atoleiros com muita técnica, caso contrário, você pode se ver numa situação bastante crítica pois, acesso e estrutura por lá são bastante precário e, estaremos a mais de 4mil km de distância de casa.

5. Qual foi a maior dificuldade encontrada por você no mundo 4×4?

Foi a primeira expedição que fizemos à transamazônica, em 2011. Houve trechos que demorávamos cerca de 2h para andarmos 20 metros. As estradas por lá estavam em estado bem mais precário que atualmente e não tínhamos ido preparados como nas vezes seguintes.

 

 

29.01.2020

Por Roberto Nunes

 

Líder entre SUV´s, Renegade tem versão a diesel como “a cereja” da Jeep

 

Sucesso de vendas desde o lançamento em 2015 no mercado brasileiro, o Renegade fechou 2019 no topo do segmento de SUV´s no país. Produzido junto com o Compass na fábrica da FCA em Goiana, Pernambuco, o Jeep Renegade tem realmente mais atributos ao ser comparado com rivais diretos como o Hyundai Creta, Nissan Kicks, Volkswagen T-Cross e o pioneiro e já sem fôlego Ford EcoSport.

De todos, é o único com a opção do motor a diesel (e isso faz uma grande diferença entre os utilitários). Desta forma, o Jeep Renegade (68.726 unidades) ganhou seu espaço e desbancou seus concorrentes (Hyundai Creta – 57.480 unidades – e Nissan Kicks – 56.060 unidades) ao longo do ano passado no país. É bem verdade que em 2018 a Jeep fez leves mudanças no visual e na parte interna com a adoção de um multimídia similar ao do irmão Compass. Por fora, o Renegade incorporou novas lanternas em LED a partir da versão Longitude. O modelo conta com motores 1.8 Flex e 2.0 Diesel, e tem preços entre R$ 89.990 e R$ 145.990.

AUTOS E MOTOS andou com a versão Trailhawk equipada com motor 2.0 turbodiesel, de 170 cavalos e 35,7 kgfm de torque, câmbio automático de 9 velocidades e tração 4×4. Esta é a configuração mecânica mais ajustada para o jipinho, que pode transitar bem nos engarrafamentos das grandes cidades como também nas trilhas inóspitas pelo Brasil afora.

 

Foto: Divulgação

De fato, o Renegade herdou o DNA Jeep, que ofereceu no ano passado uma série limitada Willys. No pacote de itens ofertados pela marca controlada pelo Grupo FCA, o utilitário exibe recheio de segurança, conforto e comodidade para motorista e demais passageiros. Seu conjunto mecânico é auxiliado pelo direção elétrica e há ainda freio de estacionamento elétrico. O Renegade 2020 tem sistemas de controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, controle eletrônico anti-capotamento e os obrigatórios freios ABS e airbag duplo. 

Foto: Divulgação

O Renegade evoluiu mais internamente. A Jeep equipa seu veículo com alarme perimétrico de série e um novo pacote opcional. Batizado de Uconnect, o utilitário ganhou uma nova central multimídia de 7 polegadas com integração a Android Auto e Apple CarPlay, bem similar ao do irmão Compass. Além disso, o ar-condicionado é de duas zonas e o carro tem sensor de obstáculos traseiro. A central multimídia original tem tela de 5″. 

Foto: Divulgação

A Jeep ajustou sua estratégia e oferece o Renegade como um SUV de dimensões compactas. Nas versões com motor flex, a fabricante inclui ar-condicionado, volante multifuncional, chave-canivete, rodas de liga leve de 17″ e pneus de uso misto, além de sistema Start&Stop, luze diurnas de LED e vidros elétricos nas quatro portas. Ainda fazem parte dos itens de série alarme, ajustes elétricos dos retrovisores externos, freio de estacionamento eletrônico, banco traseiro bi-partido e câmera de ré. 

Foto: Divulgação 

O Renegade Trailwawk é o mais equipado de todos e, entre os destaques, há controle eletrônico de velocidades em descida, gnchos de reboque (dois dianteiros e um traseiro), tapetes em borracha, rodas de liga leve de 17″ com pneus de uso misto, além do tão útil seletor para cinco tipos de terreno para o uso da tração 4×4 Jeep Active Drive Low. A suspensão off-road deixa o Jeep Renegade com maior altura em relação ao solo e há também estepe full size.

O modelo tem pegada de Jeep e vontade de Jeep em situação offroad. Quem anda em trilhas, das leves até as pesadas, pode com calma usar bem a capacidade do jipinho que possui bons ângulos no fora de estrada: 31,3° de entrada, 22,8° ou  33° de rampa.

Para dar maior opção, a Jeep oferece a versão Trailhkw na cor sólida Verde Recon Bicolor sem custo. Já as metálicas são Vermelho Tribal Bicolor, Preto Carbon Bicolor, Azul Jazz Bicolor, Cinza Antique Bicolor com o custo de R$ 1.650. Já a perolizada Branco Polar Bicolor tem custo extra de R$ 2.300.

O porta-malas ficou maior, mas tem a mesma dimensão do modelo anterior. Isso é explicado e justificado com 47 litros a mais por conta do uso de um estepe temporário ao invés do estepe full size, chegando a 320 litros.

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