Coluna Autos e Motos - Roberto Nunes

 

O jornalista Roberto Nunes tem 20 anos na cobertura jornalística da indústria automotiva, o qual reúne a opinião sobre produtos e experiências em seus textos no site AUTOS&MOTOS.COM, além de apresentar o programa Autos e Motos TV nas plataformas digitais do Grupo Aratu /SBT Bahia.

Na última década, ele participou de centenas de lançamentos de carros e produziu matérias de serviços e dos principais eventos automotivos e salões internacionais, como Detroit, Tóquio, Pequim, Paris, Frankfurt e São Paulo.

Agora, em parceria com a Sport Web Brasil, estaremos trazendo muitas novidades e conteúdos exclusivos aqui no site e em outras plataformas digitais.

 

 

Coluna Autos & Motos | Por Roberto Nunes 

 

Pilotos ganham pela primeira vez Campeonato Baiano de Rally de  Velocidade 

 

Amantes da adrenalina e das trilhas offroad ganham em 2020 o primeiro Campeonato Baiano de Rally de Velocidade. A edição do Baiano de Rally de Velocidade será realizada pela Rally Bahia, a mesma empresa que administra atualmente o Arena Offroad, grande evento 4×4 promovido em parelelo a Fenagro, no Parque de Exposições de Salvador.


O piloto Roberto Cunha, hexacampeão brasileiro de Rally Baja 4×4 e um dos administradores do Rally Bahia, estarà à frente com o piloto Antônio Carlos Brandão do Campeonato Brasileiro de Rally de Velocidade, com seis provas definidas, das quais três provas já agendadas no estado da Bahia. “Iremos organizar por meio do Rally Bahia as provas nacionais e estamos aproveitando toda a infraestrutura do Brasileiro para oferecer aos pilotos baianos o campeonato no nosso estado. Esta é a primeira vez que teremos o Baiano de Rally de Velocidade” comemora Cunha.

 

O navegador Rafael Montes e o piloto Roberto Cunha, dupla campeã da edição 2020 do Brasileiro de Rally Baja 4×4.

 

O Campeonato Baiano de Rally de Velocidade começa com a prova de Paulo Afonso no dia 16 de maio. Em seguida, os pilotos se deslocam para o sertão baiano para a prova de Valente no dia 27 de junho e, no fim do ano, encerra com a prova final em Salvador, no dia 5 de dezembro.


Os participantes já podem colocar as datas na sua programação de eventos 4×4 e devem se inscrever no site do Rally Bahia. As duas competições terão o apoio da Confederação Brasileira de Automobilismo.

 

 

31.01.2020

Coluna Autos & Motos | Por Roberto Nunes 

 

Dupla baiana vai encarar também expedição Transamazônica

 

 

No mundo off Road na Bahia quem perguntar por Deoclécio Graciano, saiba que a maioria dos trilheiros deve afirmar que não conhece e que o sujeito ai não é da lama, das trilhas e dos veículos 4×4. Mas basta perguntar por Cowboy, ai sim quem é do ramo tem excelentes referências.

Neste período pré-expedição Transamazônica, um bando de nordestinos está ansioso com seus carros preparados e prontos para enfrentar as adversidades da maior floresta tropical do mundo, a floresta amazônica. A turma do 4×4 da Bahia, Sergipe e Alagoas deve se ajudar nas trilhas da Transamazônica. Curioso que sou, fui buscar informações sobre Cowboy com o piloto baiano Roberto Cunha, referência no mundo 4×4 do Brasil com seus seis títulos do Brasileiro de Rally Baja 4×4.oas 

  • – E ai lá vai eu, Cunha tem o contato de Cowboy e Pouca Telha? Soube que eles vão fazer a expedição Transamazônica.
  • – Roberto Cunha prontamente mandou o contato e reforçou: “Conheço demais. Duas figuras nota 1000”, carimbou assim Cunha.

 

Com experiência das suas cinco expedições na Transamazônica e duras provas como as do Rally dos Sertões, Copa Troller, Triton Savana e Ser de Triton, Deoclecio Graciano, ou melhor Cowboy, é tão empolgado que mais parece que ele é um estreante nas bandas das trilhas da floresta. Cowboy conta que o lugar é paradisíaco e altamente estimulante para quem faz off Road. “Estou contando os dias”, adianta ele, explicando que, muitas vezes, o cenário pode até parecer que se repete, mas “cada viagem é um novo desafio”.

Cowboy acrescenta ainda que todo aventureiro, trilheiro, precisa saber se “divertir”, transpondo os atoleiros com muita técnica. Normal é atolar um carro. Mas é preciso preparar o carro e também o espirito de aventura. “Não teremos acesso a infraestrutura de cidades grandes. Estaremos a mais de 4 mil km de distância de casa”, lembra ele, que preparou sua Triton L200 modelo 2018 para enfrentar as trilhas e todos os riscos durante a expedição Transamazônica.

 

 

Entrevista com o triheiro Cowboy:

1. Você é um trilheiro experiente já no mundo 4×4. O que espera de mais uma aventura?

Essa será a minha quinta expedição à transamazônica e a ansiedade é a mesma como da primeira vez. Apesar do cenário se repetir, cada viagem é um novo desafio.

2. O que é a trilha Transamazônica para quem gosta de veículo 4×4?

É um sonho para a grande maioria dos trilheiros. Aventura, desafio, atoleiros de tirar o folego e paisagens fantásticas.

 3. Qual é o carro que você preparou para as trilhas na maior floresta tropical da Terra?

Preparei uma L200 Triton 2018

 

 4. Atolar faz parte do 4×4. O que não vale é quebrar, né? Sem dúvida! Na Amazônia você precisa saber se “divertir”, transpondo os atoleiros com muita técnica, caso contrário, você pode se ver numa situação bastante crítica pois, acesso e estrutura por lá são bastante precário e, estaremos a mais de 4mil km de distância de casa.

5. Qual foi a maior dificuldade encontrada por você no mundo 4×4?

Foi a primeira expedição que fizemos à transamazônica, em 2011. Houve trechos que demorávamos cerca de 2h para andarmos 20 metros. As estradas por lá estavam em estado bem mais precário que atualmente e não tínhamos ido preparados como nas vezes seguintes.

 

 

29.01.2020

Por Roberto Nunes

 

Líder entre SUV´s, Renegade tem versão a diesel como “a cereja” da Jeep

 

Sucesso de vendas desde o lançamento em 2015 no mercado brasileiro, o Renegade fechou 2019 no topo do segmento de SUV´s no país. Produzido junto com o Compass na fábrica da FCA em Goiana, Pernambuco, o Jeep Renegade tem realmente mais atributos ao ser comparado com rivais diretos como o Hyundai Creta, Nissan Kicks, Volkswagen T-Cross e o pioneiro e já sem fôlego Ford EcoSport.

De todos, é o único com a opção do motor a diesel (e isso faz uma grande diferença entre os utilitários). Desta forma, o Jeep Renegade (68.726 unidades) ganhou seu espaço e desbancou seus concorrentes (Hyundai Creta – 57.480 unidades – e Nissan Kicks – 56.060 unidades) ao longo do ano passado no país. É bem verdade que em 2018 a Jeep fez leves mudanças no visual e na parte interna com a adoção de um multimídia similar ao do irmão Compass. Por fora, o Renegade incorporou novas lanternas em LED a partir da versão Longitude. O modelo conta com motores 1.8 Flex e 2.0 Diesel, e tem preços entre R$ 89.990 e R$ 145.990.

AUTOS E MOTOS andou com a versão Trailhawk equipada com motor 2.0 turbodiesel, de 170 cavalos e 35,7 kgfm de torque, câmbio automático de 9 velocidades e tração 4×4. Esta é a configuração mecânica mais ajustada para o jipinho, que pode transitar bem nos engarrafamentos das grandes cidades como também nas trilhas inóspitas pelo Brasil afora.

 

Foto: Divulgação

De fato, o Renegade herdou o DNA Jeep, que ofereceu no ano passado uma série limitada Willys. No pacote de itens ofertados pela marca controlada pelo Grupo FCA, o utilitário exibe recheio de segurança, conforto e comodidade para motorista e demais passageiros. Seu conjunto mecânico é auxiliado pelo direção elétrica e há ainda freio de estacionamento elétrico. O Renegade 2020 tem sistemas de controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, controle eletrônico anti-capotamento e os obrigatórios freios ABS e airbag duplo. 

Foto: Divulgação

O Renegade evoluiu mais internamente. A Jeep equipa seu veículo com alarme perimétrico de série e um novo pacote opcional. Batizado de Uconnect, o utilitário ganhou uma nova central multimídia de 7 polegadas com integração a Android Auto e Apple CarPlay, bem similar ao do irmão Compass. Além disso, o ar-condicionado é de duas zonas e o carro tem sensor de obstáculos traseiro. A central multimídia original tem tela de 5″. 

Foto: Divulgação

A Jeep ajustou sua estratégia e oferece o Renegade como um SUV de dimensões compactas. Nas versões com motor flex, a fabricante inclui ar-condicionado, volante multifuncional, chave-canivete, rodas de liga leve de 17″ e pneus de uso misto, além de sistema Start&Stop, luze diurnas de LED e vidros elétricos nas quatro portas. Ainda fazem parte dos itens de série alarme, ajustes elétricos dos retrovisores externos, freio de estacionamento eletrônico, banco traseiro bi-partido e câmera de ré. 

Foto: Divulgação 

O Renegade Trailwawk é o mais equipado de todos e, entre os destaques, há controle eletrônico de velocidades em descida, gnchos de reboque (dois dianteiros e um traseiro), tapetes em borracha, rodas de liga leve de 17″ com pneus de uso misto, além do tão útil seletor para cinco tipos de terreno para o uso da tração 4×4 Jeep Active Drive Low. A suspensão off-road deixa o Jeep Renegade com maior altura em relação ao solo e há também estepe full size.

O modelo tem pegada de Jeep e vontade de Jeep em situação offroad. Quem anda em trilhas, das leves até as pesadas, pode com calma usar bem a capacidade do jipinho que possui bons ângulos no fora de estrada: 31,3° de entrada, 22,8° ou  33° de rampa.

Para dar maior opção, a Jeep oferece a versão Trailhkw na cor sólida Verde Recon Bicolor sem custo. Já as metálicas são Vermelho Tribal Bicolor, Preto Carbon Bicolor, Azul Jazz Bicolor, Cinza Antique Bicolor com o custo de R$ 1.650. Já a perolizada Branco Polar Bicolor tem custo extra de R$ 2.300.

O porta-malas ficou maior, mas tem a mesma dimensão do modelo anterior. Isso é explicado e justificado com 47 litros a mais por conta do uso de um estepe temporário ao invés do estepe full size, chegando a 320 litros.

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